domingo, 26 de agosto de 2012

Balé dos loucos



 Não, Caro leitor amigo, não tente aqui me convencer do contrário.
 Convencer-me de que não sou louco, ébrio, repulsivo.
Não venha caro leitor amigo dizer-me que meus devaneios são desocupações, superfluidade e que minha insanidade é fruto da minha mais alta imaginação.
 Não seja ingênuo caro leitor amigo, seja antes um observador atento a todos os meus passos, mas advirto-lhe...
Cuidado! muito Cuidado!
 Não se aproxime tanto da zona de perigo da minha mais inconstante emoção, sou louco, neurótico, possessivo, extremo.
Não, caro leitor amigo! Tratamento não resolveria este mal eterno, sou hipocondríaco, depressivo, irremediável.
Não, caro leitor amigo não pense que sou triste ou melancólico.
Não vim aqui lhe representar um espetáculo de teatro tão pouco te fazer rir da minha sina.
Vim antes amigo, fazer-te um convite.
Sim! Um convite.
Venha mergulhar sem medo nos amores, nas paixões, na loucura, na insanidade, no prazer absoluto, na carne aberta, na total depreciação do ser.
Venha se remediar com o meu desespero com o meu riso camuflado.
Venha caro leitor amigo e convide os seus, pois já está aberta a temporada do balé dos loucos...

                                                                                                                  Marcelo Alves 24/08/12