terça-feira, 5 de julho de 2011

Arte fraca

È realmente amando que podemos nos sentir capazes de cometer as maiores loucuras,

loucuras para os normais, não para nós que amamos com a infinita chama da paixão,

com o infinito desejo de se fundir ao outro, na tentativa de se transformar em
único.
É somente amando assim que sinto meus órgãos vivos e em movimento. Movimento os

quais fazem com que minha alma se descole dos meus restos mortais e fuja para as

torres de marfim, para os castelos dos desejos mais intensos.

O amor me faz sentir ao tato leve o menor grão de areia perdido em meio ao oceano

me faz delirar, perder o chão e os sentidos, me sentir criança, me sentir menino.

Amar é doar mais que sentimentos e prazeres, é fazer a alma transcender e ascender

em busca do ilusório, do concreto ; numa dualidade mais que perfeita.

A perfeição está nos olhos de quem a vê.

É assim amar a carne do homem, os teus pecados, os teus pensamentos e desejos mais

sujos saltando aos órgãos e em seguida a derme.

Definitivamente sou eu, errado, amante dos sonhos, dos desejos, do amor.

Este meu único mal que tanto me faz chorar...


Marcelo A, 04/07/11

Um comentário:

  1. Gostei muito do seu texto. Nele o amor é tomado como uma troca de favores. E no fundo é mesmo. Uma vez que trocamos a companhia ou o prazer do sexo. Parabéns pelo texto.

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